Terça-feira, Fevereiro 3, 2026
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Mourinho dispara em todas as direções: Críticas ao árbitro, à falta de matadores e um aviso aos rivais

O técnico encarnado classificou como “ridículos” os cinco minutos de compensação atribuídos por Luís Godinho e apontou a ausência de jogadores com “ADN de golo” como a causa para o nulo no Estádio João Cardoso.

O Benfica voltou a comprometer as contas do título este domingo, ao empatar a zero na visita ao Tondela. O resultado deixa as “águias” numa posição delicada: a cinco pontos do líder Sporting e com o risco de ver o FC Porto fugir para uma distância de 12 pontos, caso os “dragões” vençam o Casa Pia.

“Tudo o que foi dúbio foi contra nós”

Na conferência de imprensa pós-jogo, José Mourinho não escondeu a frustração com o desempenho da equipa de arbitragem. O foco principal da crítica incidiu sobre os descontos concedidos por Luís Godinho, mas o técnico foi mais longe na análise à dualidade de critérios.

“Há variadíssimas situações dúbias. Não consigo dizer com certeza se é penálti ou cartão, mas tudo o que foi dúbio foi contra nós”, afirmou Mourinho, revelando ainda ter desejado ironicamente uma “boa viagem” ao árbitro, em referência ao mau tempo que se fazia sentir.

Para o treinador, os cinco minutos de compensação foram insuficientes face às interrupções e ao antijogo: “Hoje em dia, para se dar cinco minutos, tem de ser um jogo muito limpo. Estes cinco minutos evidenciam uma determinada postura”.

O problema do “ADN” e a honestidade de Pavlidis

Apesar do domínio de jogo, Mourinho sublinhou uma lacuna estrutural no plantel: a falta de finalizadores natos. O técnico elogiou a exibição do guarda-redes adversário, Bernardo Fontes, mas foi pragmático quanto aos seus jogadores.

  • Falta de eficácia: “Não temos gente com ADN de marcar muitos golos”, lamentou.

  • Honestidade excessiva: Mourinho usou o exemplo de Vangelis Pavlidis para ilustrar a falta de “manha” da equipa, referindo que o avançado não caiu num lance de possível grande penalidade por tentar finalizar até ao fim. “Sabemos perfeitamente que, noutras equipas de topo, eles tinham caído.”

Ressaca europeia superada, mas sem prémio

Embora frustrado com o resultado, o “Special One” defendeu a atitude dos seus atletas, recusando apontar o dedo ao esforço físico após o compromisso da Liga dos Campeões na passada quarta-feira. Segundo o técnico, a equipa não apresentou sinais de “arrogância ou sobranceria”, tendo pecado apenas na definição.

Com este desfecho, a pressão aumenta sobre a Luz, que vê os rivais diretos ganharem margem numa fase crítica da temporada.

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