A estrutura leonina já desenha o meio-campo para 2026/27. Com o capitão dinamarquês na mira dos gigantes europeus e o contrato de Morita a expirar, os “leões” preparam um investimento cirúrgico para evitar o vazio deixado pela provável venda de 80 milhões.
O mercado de janeiro mal fechou as portas e o Sporting já está a olhar para o verão de 2026 com um pragmatismo quase cirúrgico. Segundo informações recentes, o clube liderado por Frederico Varandas encara a saída de Morten Hjulmand no final da presente temporada não como uma possibilidade, mas como uma inevitabilidade.
O “Efeito Dominó” no Setor Recuado
A saída do internacional dinamarquês promete ser apenas a primeira peça de uma renovação profunda no coração da equipa. O dossiê do meio-campo é, atualmente, o mais complexo em Alvalade devido a vários fatores:
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Hidemasa Morita: Em final de contrato e com o interesse do Ajax ainda latente, o japonês dificilmente renovará.
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Empréstimos e Adaptações: Rayan Lucas deverá regressar ao Flamengo e Kochorashvili, que custou 5,5 milhões, ainda não justificou o investimento, deixando o setor sublotado mas carente de soluções de garantias.
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A Exceção: João Simões surge como a única nota de conforto, afirmando-se progressivamente como o futuro “8” da equipa.
À Procura do “Novo Hjulmand”
A estratégia de prospeção já está definida e o molde é bem conhecido dos adeptos. Tal como aconteceu quando Manuel Ugarte saiu para o PSG e o Sporting foi a Lecce buscar Hjulmand por 19,5 milhões, o objetivo é encontrar um “6” com impacto imediato.
O Perfil Alvo: Um médio forte no desarme, com critério na construção e experiência competitiva, mas com margem de progressão para garantir um futuro retorno financeiro.
O Sustento no Fecho do Mercado
A tensão vivida no último dia de transferências de janeiro — onde Hjulmand chegou a ser afastado da convocatória frente ao Nacional devido ao interesse do Atlético de Madrid — serviu de aviso. Embora a proposta dos “colchoneros” não se tenha materializado e o jogador esteja reintegrado para o embate da Taça de Portugal frente ao AVS, a mensagem ficou clara: o ciclo de Hjulmand em Lisboa está a chegar ao fim.
Com uma cláusula de 80 milhões de euros, o Sporting espera realizar mais uma venda recorde que permita financiar a reestruturação do plantel, mantendo a competitividade que tem caracterizado a era de Rui Borges e da atual direção.